segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Quando os nossos sofrem, só sossegamos quando os aconchegamos em nós!

É isto! tão isto!
Há amigos e há conhecidos. E eu (nós) temos poucos amigos. Mas aqueles que nos são carne, que nos fazem o coração latejar de cada vez que alguém os magoa, esses podem descansar que estaremos sempre aqui para eles. Senti-los tristes, injustiçados, magoados sem motivo, só porque sim, só porque existem (de facto) pessoas más, isso faz-nos lamentar não lhes podermos valer no imediato. Sim! Porque o sentimento por um amigo verdadeiro é similar à impotência que experienciamos quando um filho se magoa e não lhes podemos valer, só dar um beijinho, afagar a ferida e a alma, na expectativa que a dor se apresse a ir embora.  
Quando o problema serena, queremos tê-los em nós, no nosso colinho. Queremos abraçá-los forte, fazê-los esquecer a dor, tal como fazemos palhaçadas aos nossos filhos para que se esqueçam do dói-dói.  
Tranquilizados ao ânimos, chegamos à fase da puta da farra. O extravasar tudo quanto nos embargou as vozes nos inúmeros telefonemas diários.  Os amigos são a família que escolhemos. Sempre. Esta certeza ninguém ma tira. Eu escolhi muito bem. E serei eternamente grata à vida, ao karma, ao destino (ou qualquer outra merda que lhe queiram chamar) por me ter permitido cruzar no trilho da minha família escolhida e dar (e ter) a oportunidade que uma porta se abrisse e desse lugar a esta amizade tão bonita, tão real e verdadeiramente desinteressada. Somos bafejados pela fortuna de termos uma família coesa, forte e límpida.
Gratos à vida! Sempre!
(escrevi esta lenga-lenga toda de sorriso parvo estampado nos beiços, deve significar que é verdadeiramente sentido, digo eu, que não sou dada a psicologias nem merdas do género)

Sem comentários:

Enviar um comentário