segunda-feira, 30 de setembro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Tem sido assim:

Há já muito tempo que não botava aqui faladura.

Mas de vidinhas está o povinho cheio. Nada de jantaradas com gente superin, férias na comporta, fins de tarde superfantasticos, nem vogues fashions tretas, ou seja, nada de interessante! Só uma vidinha normal, com altos e baixos e dores para digerir e disfarçar... fazer de conta que sou super forte e que nada me abala, até porque alguém tem que manter o caiaque direito, ora pois!
A cachopada está fina, com menos espaço de manobra para se esticar nos laivos de mau feitio, porque a mami passou por uma fase de, digamos, privação de paciência!
A cadela é estrangeira de certeza. Não entende um simples: lá fora ou está quieta! mas cresceu que se farta.
A piscina ficou pronta a tempo de darmos uns belos mergulhos e apesar de estar previsto o pior verão dos últimos 300 mil anos, o Agosto foi impec cá pelo Porto.
Perdi amigos, conheci pessoas que certamente ficarão por cá como novos amigos e surpreendi-me imenso por conhecer uma pessoa digamos que, bastante parecida comigo - afinal não sou asssssiimmm tão anormal!. Esta aproximação fez-me aperceber de certas caracteristicas que nos são comuns, mais ainda fez-me perceber como a solidão em momentos de dor pode ser atroz. Revi-me no sofrimento dela, na sua postura inabalável perante um cenário grotesco que é a perda de um familiar e só aí percebi a minha mágoa, a minha dor. Tive uma grande amiga (agora ex) que não trocou o turno no dia do funeral porque "não dava jeito" - ora foda-se! nem que faltasse. Tive amigos que estiveram na noite, foram festejar a passagem de ano a cascos de rolha e emborracharam-se até mais não, mas no dia seguinte estiveram lá de pedra e cal - cum caralho esta merda é ser amigo! e tive outros que adormeceram... haa e tal... desculpa lá mas adormeci e só cheguei lá às 11:30 e já não estava ninguém - claro só falaram comigo uma vez para dar esta fabulosa justificação, depois disso e dos os ter mandado apanhar no real cagueiro que aquela merda não era desculpa, morreram! Ide-vos foder todos!
As férias foram muita boas este ano. Não saímos do país nem tão pouco da terrinha, mas foi bom, tão bom estarmos juntinhos e sem preocupações, que nos uniu ainda mais. Acho que me reconciliei com a vida, estava(mos) a precisar de não ter nada para fazer... só estar, só viver um bocadinho juntos 24 sobre 24 horas sem interrupções e montes de merdas para fazer.
Pena é a chuva que veio em força e que atazina um pouco as rotinas e o arranque de todas as actividades. Este ano estou absolutamente decidida a que a mais velha tenha o espaço que merece (e muito!) para fazer aquilo que gosta sem que o mau feitio da peste pequena me impeça de a levar. Mesmo! Nem que grite todo o tempo tem que perceber que não terá alternativa (algum dia se há-de cansar e perceber que não lhe vale de merda nenhuma a gritaria).
Só tenho pena que a minha capacidade de disfarce esteja em contra ciclo com a minha felicidade. mas não se pode ter tudo!
E pronto, agora vou virar-me pró trabuco que esta treta já vai longa...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013