terça-feira, 22 de dezembro de 2015

E o teu 2015 como foi?


Desde a parte da trabalhadora da construção civil até ao voo final

What a Feeling!

E o teu 2015? Como foi?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Post-it #1

Porque está a chegar o Natal.
Porque muitas vezes me perguntam como é possível eu ser tão desbocada em quase todas as circunstâncias.
Porque sei que as minhas mãos trabalham muito.

Porque não me coíbo de ri, gargalhar e praguejar sem no entanto deixar de dar à mão, dar à perna, dar de mim, dar dos meus.
Porque não rezo mas actuo (não tenho nada contra quem reza e actua, que fique bem claro esta merda, sim?)
Porque quem me conhece sabe que sou destrambelhada, elefante, mas lutadora, por mim e pelos outros.
Porque me identifico com esta expressão.
Porque não ajuízo sem conhecer e porque não admito que me ajuízem sem que estejam ao meu nível.



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

A festa de Natal

Falava há uns dias das festas de Natal da criançada e dos exageros dos paizinhos e mãezinhas e avózinhas e o caralhinho em levar esta celebração ao extremo.
A festa de natal, perdão, de final de período, da minha estrelinha mais nova aconteceu este sábado passado em pleno Fórum daqui da cidade.
Pagamos as fatiotas, os bilhetes dos pais, os bilhetes dos convidados, o estacionamento... enfim, pagamos tudo e mais um par de botas qu'isto de ter filhos em escolinhas xpto sai caro comó caralhinho.
Ouvia uma amiga a falar sobre a festa de Natal da sua filha e fiquei rendida à simplicidade do festejo natalício que me apresentou e que eu tanto queria em contexto escolar para a minha filha também. Algo simples, com partilha de sentimentos e trocas de mimos. Afinal, para mim e para a nossa família, isto sim, representa o Natal.
Mas a minha filha faz parte de um grupo do qual, apesar de não concordar com os festejos exacerbados e sem sentimento direccionado às crianças, eu não a posso excluir. Será o último ano que frequenta esta escola e, como tal, esta festinha foi a última, o que muito me agrada dado o simples facto de não me identificar nem com a preparação exaustiva e levada ao extremo, nem com o publico que presenciou o festejo.
Eu até vou de mente aberta, juro! todos os anos penso, fode-te lá, que as pessoas são diferentes, que este ano não vai haver fofas, que os putos vão estar felizes! Mas todos os anos saio da puta da festa com a sensação de vazio, a praguejar e desejar que esta gente cresça e deixe de viver para os outros e passe a viver para os filhos. A fofalhada está lá toda de alma e coração, no alto dos seus longos cabelos arranjados de forma exímia pela cabeleireira da rua e sapatos de tacão de metro e meio; as avós fofas com o seu célebre cherinho a mofo e a laca dos anos oitenta, com as putas das fatiotas que têm separadas para levar prá cova; os avôs de tromba em riste qual elefante enclausurado; os papás de tablets e iphones e máquinas fotográficas de última geração quais profissionais da bela da fotografia a captar a primeira aparição em público das próximas Ágatas do pedaço. E as crianças.... essas coitadinhas... amorfanhadas em abraços abafados e beijos secos, amparadas por sorrisos direccionados aos convidados com baba a escorrer pelo queixo.... muito bem! estiveste muito bem! estou tão feliz! acertaste tudinho! foste a melhor! estou muito orgulhosa de ti!
Lamentável....
Este tipo de comportamento não é transversal a todos os pais. Felizmente! Mas como tenho uma puta duma pontaria fenomenal, todos os anos alapo o rego do cagueiro ao lado dos maiores cromos da plateia e este ano não foi excepção; a gaja do lado gritava a plenos pulmões: BRRAVO!!!! Maria!!! Maria!! BRRAVO! (a chavala tem 3 anos e tremia em palco ao ouvir o caralho dos gritos histéricos da mãezinha, procurando de forma temerosa a figura parental que a chamava)

À minha, as perguntas da praxe: gostaste? estás feliz?

Vens de carrinho

Quando conheces alguém tão bem ao ponto de lhe adivinhares o próximo passo, isso é?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

E depois pensas: safoda o resto! (até me estou a sair bem)

Não, já não acredita no Pai Natal.
Mas fizémo-la acreditar que, por cada carta verdadeiramente sentida que a "Disney Store" recebesse, daria um presente às crianças menos favorecidas que ela.
E o resultado foi este.
E, a cada dia que passa, eu orgulho-me sempre mais das minhas estrelinhas...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Será da idade?

Alguém te fez mal há muito tempo atrás, 11 anos mais precisamente.
Tens a capacidade de ignorar o mais próximo dos familiares.
Tens a capacidade de não te esqueceres nunca do mal que te fizeram.
Tens a capacidade de simplesmente o esqueceres e não pensar de todo nele.
A internet, mais concretamente o facebook, tem a puta da capacidade de te trazer de volta memórias antigas, fuças de gente que esqueceste.
E de repente vês a pessoa que tão mal te fez e percebes que a vida se encarregou de lhe cravar as marcas das suas maldades no rosto e no corpo. E perdoas.... tu que és a verdadeira puta insensível, a cabra de serviço, a seca sem sentimentos ou mesmo lágrimas... perdoas e surpreendeste com a tua capacidade de dar a volta a mágoas que julgavas inultrapassáveis e sentimentos que julgavas para a vida.
Mas melhor que isto, só mesmo ser interrompida pela tua santa sogra em plena escrita deste desabafo.
Estou bem é a trabalhar, que isto de estar em casa traz más visitas emocionais e presenciais.
Põe-te boa rápido estrelinha, senão ainda perdoo a tua avozinha e aí sim, o Magalhães Lemos tem que abrir uma vaga para mim.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

É Natal ou não é Natal?

O Natal traz-me uma dualidade de sentimentos confusa comó caralho!
Se por um lado, é a altura do ano em que me apetece mais mimar os meus, por outro lado, fico mais sensível chegando mesmo a adiar o festejo, pois é altura do ano em que mais me dói perceber que estes festejos não são transversais a todas as pessoas, principalmente a todas as crianças.
Domingo andava às compras, ou numa tentativa de compras vá, quando me assolou um sentimento de impotência. Parei tudo, não trouxe merda nenhuma. Não preciso de nada, nenhum de nós precisa de merda nenhuma. Vamos embora. Seu'Aranhiço encolhe os ombros e dá-me espaço; sabe que preciso de espaço às vezes; sabe que quando estes repentes me tomam a alma, algo está mal; pergunta uma, pergunta duas, e depois deixa-me respirar em silêncio sabendo sempre que é a ele que retorno quando a maré acalma....
Normalmente só aceito o Natal lá mais para as vésperas. A ver se este ano a coisa vai ser igual, está ainda mais difícil.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Mais um nó a dasatar

Todas as pessoas são como são porque têm um passado e vivem um presente escrito por uma série de condicionantes.
Eu sou como sou, louca e destrambelhada, porque tenho um passado e vivo um presente cravado por laivos de amizade de outros loucos destrambelhados que se apresentam à porta de minha casa com um gato!
Um gato? mas que caralho tem um gato de tão importante ou marcante que mereça um apontamento escrito? 
Eu explico: tenho fobia a gatos... Tinha fobia a gatos. Frequento a casa de uns amigos que têm um gato que mais parece uma lontra de tão gordo que é. Desde sempre aquele ser (fofinho, confesso) se roçou nas minhas pernas e sempre lhe fugi (literalmente) de forma não muito aparatosa para não parecer muito mal, deixando escapar uns: sai daqui Tomé, põe-te no caralhinho Tomé, vai-te roçar na tua dona pá, foda-se põe-te a andar ligeirinho; sem nunca lhe conseguir tocar, encostar-lhe um dedo que fosse. 
As minhas piquenas há muito que me imploram por um gato.... há muito que tentava digerir a ideia de ter um gato dentro de casa. Um animal a largar pêlo, a foder-me tudo e a cagar e a mijar para eu limpar (mais um, portanto). Tentei por diversas vezes tocar em gatos, fomos ver vários e tentei pegar-lhes variadíssimas vezes mas todas as tentativas se mostram infrutíferas, sempre! 
Esta (vaga) hipótese marinava lá por casa até que uma louca de uma amiga se apresenta à porta com um gato; para mim; para ficar em minha casa; para eu tratar; para eu tocar. Confesso que o pânico se instalou em mim, que fiquei em êxtase porque lhe toquei, porque lhe peguei, porque não fugi a sete pés e porque as minhas filhas ficaram tão, mas tão felizes (dizem que estava corada, tipo rosa borrachona, mas como não vi, acho que são bocas reaccionárias).
Já lá vão 4 dias e as miúdas ainda o estrafegam de mimos e de colo e ainda limpam os cocós. E eu... bem, eu ainda lhe pego e ainda lhe faço festinhas sem panicar, sem enfartar com a ideia de ter um gato em casa. 
Ainda estou a habituar-me ao novo habitante, ainda salto de susto e blasfemo quando a criatura me aparece de noite na hora da merenda da madrugada, quando se enrosca nas minhas pernas na hora de fazer o jantar e de separar a roupa para lavar, mas começo a habituar-me a ele..... devagarinho.
Quando uma amiga percebe que estás preparada para ultrapassar um obstáculo antes de ti, isto significa que estás bem entregue, que podes escorregar à vontade que alguém estará lá para ti, no matter what!  

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A quente, a ferver e sem correcção (já aviso)

Fazer voluntariado, ser voluntário, não é fofinho, não é vestir uma bata amarela e confortar os doentes, não é ir a um a um lar e fazer  sala aos velhinhos, não é ir a um lar de crianças e fazer festinhas as meninos;  reformulo, (que voltar atrás cansa-me muito...) não é só!
Fazer voluntariado, ser voluntário por uma causa em que se acredita e em que nos envolvemos DE VERDADE, é estar doente e ter assumido um compromisso para ajudar alguém a alombar com sacos e sacos de donativos e Não ligar a avisar que estamos doentes, não ligar a dizer que pela primeira vez em 50 mil anos de trabalho vieste para casa doente, é pensar quessafoda, nem que seja pelos cabelos tenho que ir, não posso deixar que outros o façam sozinhos, não posso! É, no fim de uma semana de trabalho e após te foderem a cabeça com promessas vãs e teres o coração pular de nervos, volveres meio mundo para não falhares com quem te comprometeste, é pedir favores, é aceitar favores, é exigir acessos para quem te ajuda, é subires e desceres lances de 35 escadas vezes sem fim, é ficares com o rego do cu a escorrer de suor, é pensares vou cair para o lado ao mesmo tempo que te dói tanto, mas tanto a barriga ou o estômago ou lá que caralho tens para aqueles lados, é teres que gerir a tua filha que teve que ir contigo porque não arranjaste onde ela ficar, é teres que deixar a criatura comer gomas porque tem fome e tu não trouxeste lanche porque te esqueceste desse pequeno grande filhadaputa de pormenor, é atender o telefone a subir as escadas com sacos pendurados até às orelhas. É emocionares-te com a generosidade alheia, com o altruísmo de quem não te conhece e mesmo assim confiou em ti, na tua palavra, com quem te apoiou no silencio dos seus donativos mas que proporcionou uma puta duma festa estrondosa no teu coração pequenino e que não vale merda nenhuma em comparação com os demais...
Ser voluntário significa trabalhar por vontade própria e sem retribuição em troca, significa trabalhar na sombra tal como os padeiros trabalham de noite para que comamos pão fresco de manhã e os lixeiros que limpam de noite a merda que tantos de nós cagamos durante o dia. É trabalhar, não é pavonear-se à frente dos demais e abanar com a bandeirinha da solidariedade, aquela coisa bonita que cabe em qualquer prateleira mas que não cabe em qualquer coração.
Não tenho bandeiras e estou sempre bem.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Das eleições e da falta de bolas

Ir votar é um direito e um dever que nos assiste enquanto cidadãos livres de um país à beira-mar plantado.
Ir votar implica ter tomates para assumir uma posição relativamente a quem nos governa ou lidera ou outra merda qualquer que lhe queiram chamar.
Ir votar implica assumir uma posição perante a vida que nos permitem ter e perante as expectativas que nos apregoam à boca cheia em tempo de campanha.
Ir votar significa assumir alguma coisa, assumir que sim, que estamos bem ou que não, que pretendemos mudar. Mas significa sempre assumir alguma coisa, e isso não agrada à sociedade, isso não é fino, nem chique, nem agrada a todos, não fosse o efeito manada o mais adequado à sonsice com que a maior parte do povo se identifica e o padrão de vida pelo qual se regem!
Parabenizo os laranjas, os portinhas, os mão-fechadas, os esquerdistas da moda, os comunistas fora de moda e todos os outros com menos expressão, mas parabenizo de forma calorosa, porque sim! porque levantaram o cagueiro do sofá e se deslocaram à escola da sua infância (também é bom ver ojamigos e enfardar umas mines nos tasco do lado), porque se mexeram e não se deixaram ficar sentados à sombra da bananeira à espera que se faça merda para cair em cima de quem governa e de quem lá os pôs (nunca foi ninguém, mas isso é um aparte que agora não interessa nada).
Mais uma vez, a falta de tomates é gritante (tal como com a questão dos refugiados), nada fazem mas do alto da sua bela internet que ainda podem pagar, gritam a plenos pulmões que está tudo mal, que ninguém faz merda nenhuma, que são todos uma cambada de ladrões, que são todos a mesma merda, gatunos dum caralho, mas.... agir que é bom, não é para os reivindicam uma vida melhor alapados no sofá. A esses o meu profundo desprezo, a esses os meus sinceros votos de uma jornada feliz e que os vossos governantes vos fodam bem fodidos pois não mereceis outra coisa, cambada de destomatados sem força para nada e com opinião sobre tudo. Ide comer um valente cagalhão!



quarta-feira, 30 de setembro de 2015

há dias intermináveis (dasssssse)

A esta hora não consigo articular frases completas, por isso aqui vai a minha lista do continente de hoje (sem pontuação quésta merda a idade pesa sim?)
Fiz 1.200 kilómetros de rigueifa na mão.
Estou a pé há 21 horas
Reuni e parti pedra durante 4 horas seguidas com um grupo de grunhos (5 gajos, c'a minha vida é uma animação)
Confundi uma Senhora que mais tarde estaria presente na reunião com uma utente do lar (só faço merda, eu sei)
Saí com a certeza de dever cumprido, cheia de novos amigos (fofos que só eles) e com 2 contratos assinados (incha pacheco)
O meu patrão devia beijar-me o cagueiro após cada refeição (uma feijoadita de preferência)
Ainda dei uma beijoca de boa noite às minhas estrelinhas
Mas....
Chego à puta da conclusão que a idade me está a pôr crocante, pois doem-me os ojóssos quando me mexo e tenho o cu quadrado de tanta horinha sentada



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Foi hoje

Hoje foi dia de assumir
Assumir que preciso desesperadamente de dormir
Que a privação de sono me faz encarar o acordar de forma anormalmente infeliz (até ao terceiro café)
Que a privação de sono me faz comer, ou devorar doces, durante a noite mais precisamente à 1:30h, às 3h e entre as 5 e as 6 da manhã, isto ininterruptamente há já alguns anos
Que preciso de um anti-rugas pois a privação de sono tem vindo a acentuar as rugas qual anúncio da 5asec
Que preciso de vitaminas a ver se não ganho calo nos dedos tal a necessidade que tenho em escrever tudo
E assumi
E fodi uma pipa de massa entre vitaminas, soníferos e anti-rugas

Confissão#3

A minha filha caga nas cuecas....

Toca o telefone, é da escola da mais nova (o coração imediatamente esbarra no peito tal a força com que bate)
- Sim, Mãe?
- Sim!!!
- Está tudo bem com a Pequenina, não se preocupe
- (foda-se!!!!!) ai ainda bem
- estou a ligar porque ela pediu para ir à casa de banho e enquanto perguntávamos se mais alguém queria ir, ela apertou tanto que fez um bocadinho de cocó na cuequita...
- (cagou-se portanto) ohhh tadinha
- trocamos as cuecas mas ela não tem calção na mochila e os que tem vestidos cheiram um bocadinho mal (a merda portanto)
- dêm-lhe uns novos que passo aí a pagar à hora do almoço
....................

conclusão,
a minha filha caga na cuecas porque aperta o cocó até à última, retardando a ida à retrete que tanto tempo lhe toma, tal é a ânsia de brincar (não passou a puta da tarde de ontem com tooddoooosss estes chavalos não! sou eu a sonhar!)



Ainda sobre o fim de semana

Ontem, após mais um fim de semana estonteante de bom, ele é saídas constantes para aniversários e eventos de criançada e muita merda do género, olhei para a agenda das próximas semanas e avisei, após muita ponderação, as tropas lá de casa que se acabaram as festas dos amigos ao fim de semana. Exceptuando o próximo sábado em que um pitufo do coração festeja o seu aniversário, não haverá mais saídas para festas ao fim de semana. Precisamos de estar em família, preciso de passar tempo com as miúdas, com o gajo e com o meu sofá!
Terminou! Elas estão com as amigas e amigos toda a semana, o fim de semana passará a ser nosso e dos que precisam de nós.
Corro entre idas e vindas e tudo o que há para fazer em casa e com a sensação de que o fim de semana nunca é aproveitado para estarmos a sós, para podermos sentar o rabo no chão e brincar a 4, para fazermos todas as parvoíces que costumávamos fazer.
À medida que a vida social das princesas avança, a nossa vida familiar perde qualidade e isso não pode de forma alguma acontecer.
A nossa rotina semanal não nos permite passar quase tempo nenhum uns com os outros de forma tranquila. Ora uma tem escola, ora algum de nós tem trabalho extra ora são as actividades nos impedem de jantar juntos. Esta loucura semanal é uma opção mas obriga a cedências de todos de forma a não sairmos prejudicados enquanto família. Elas foram esclarecidas e apesar de torcerem o nariz porque festas são sempre festas e pagode é sempre bem-vindo, concordaram com esta mudança de rumo, pois a vida é feita de cedências e elas têm que perceber que nem sempre podemos ter tudo quanto desejamos e optar, faz parte de crescer.

domingo, 27 de setembro de 2015

Eu adooooro o fim de semana


Quéssedezer... é bom, porque saímos da casota semanal, e mudámo-nos para OUTRA casota; e limpámos e lavámos, e arrumámos e tantas outras merdas terminadas em ámos...
Pena é quando temos uma estrelinha sempre insatisfeita, que nos moí o juízo porque está frio, porque está calor, porque não vamos sair, porque quer ir para casa pois está cansada.... enfim, dispõe de uma panóplia de queixas em constante renovação, pois precisa de diversificar a forma como fode o juizo à sua bela mãezinha.
Já disse que adoro o fim de semana?


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Ouvido por aí #3


" Não se esqueçam de valorizar quem vos faz sorrir"

Beijinho às tachas arreganhadas da minha vida

É... bareia consoante o tone que caga as leis


Minharicas filhas podeis calinar no Prétugês à vontadinha.

Soubesse eu disto e escusava de ter passado estes anos todos a dizer: não é "bento", é Vento!




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

É Grátis! Aproveitem que estou uma mãos largas

Uma para DOAÇÃO em óptimo estado de funcionamento mas com muletas (que eu sou uma gaja séria e não estou para me emocionar com a venda e ter que mamar com ela de volta)

Minha sogra e suas partners


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Definitivamente sou contra esta merda

Recebi uma circular da escola da minha filha mais nova (5 anos) onde se indica aos paizinhos a adopção de 3 manuais a utilizar a partir do mês de Outubro na hora do "aprender mais", assim lhe chamam.
A hora do "aprender mais" tem como intuito a preparação da criança para o  inicio do seu percurso escolar de forma a que esta se familiarize com a nova postura a adoptar na sala de aula e bem assim se prepare para as vivências novas que aí se avizinham (ainda falta um ano, muito tempo na minha óptica, mas o meu calendário é muito mais lento que o dos outros).
Este assunto não é novo para mim, pois já é a segunda estrelinha a frequentar aquela escola, com métodos que não me são de todo desconhecidos portanto.
Apesar de ser repetente nesta matéria continuo a achar esta merda completamente descabida e já fiz passar esta mensagem a quem de direito. Os putos são putos! Ainda são putos. Querem ser putos e eu quero que a minha se mantenha.... miuda, chavala. Não está (ainda) na primária. Não tem que sentar uma ou duas horas por semana numa "simulação" de sala de aula. Foda-se! A chavala tem 5 anos, não tem 6! No próximo ano sim. Aí tem que aprender uma série de merdas novas e posturas e tudo quanto querem já, de forma antecipada, incutir aos miúdos.
Está na moda os chavalos entrarem na escola a saber ler e escrever e o caralho. Todos têm que ser grandes crânios já à entrada na primária (ou 1º ciclo, quisto agora é tudo diferente)
Eu não sabia merda nenhuma e não foi por isso que dei menos que os outros; não que tenha saído grande merda desta fornada, é um facto, mas pelo menos não sou frustrada; brinquei, esfarrapei-me e estudei; mas só na altura certa. A minha ama não me punha a "fazer" as letras, punha-me a comer azeitonas com sal grosso, cebola e vinagre!
Deixem os putos ser putos! Brincar, foder tudo em casa, foder a tola aos velhotes e às professoras e deixem-nos BRINCAR! 
Deixai os putos em paz foda-se!

Dualidades

Vejo gente de sandálias e casacos grossos, indecisos quanto à temperatura portanto

Não sei se serão burras ou se terão o termostato avariado, indecisa quanto à sua classificação portanto


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

a aparência (infelizmente) ainda conta

hoje tenho que descalçar as botainas
quase como pedir a um tatuado que se tape por umas horas
não devia ser assim

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Estou que não posso

Decidi que Setembro seria mês de mudanças para mim também.
Inscrevi-me no ballet de adultos...
(não vale rir, balbuciar nem praguejar, tááá?)
Ontem foi o (filha duma canzana do) dia
Fui, inocente que só eu, na esperança de encontrar almas tão trôpegas quanto aqui esta que se vos apresenta como algo, nem animal nem vegetal, com pernas a mais e braços melados. Fodi-me. Éramos 3 e eu a única virgem.
Não correu mal, nem péssimo, nem assim-assim. Correu uma valente merda.
Não por falta de jeito meu (quidéia!!!!) mas porque a professora não estava preparada para um tona como eu, ou seja, não estava preparada para ensinar quem não sabe a ponta dum corno, vá!
Acresce a esta minha nobre falta de jeito para a arte de dançar com leveza, que a puta da sala tem espelhos por todo o lado,. t-o-d-o o santíssimo lado!
Não tive como fugir daquela bela imagem de um puro elefante a bailar e a trocar as pernas extra que teimavam em aparecer por todos os espelhos. De maneira que saí com as bochechas do cagueiro a doer (caquela merda implica a contracção destas partes do corpo) e o ego bailarinístico tão em baixo, que não tivesse que correr toda apertada a fugir da chuva, o teria perdido no caminho até à carroça.
A minha frustração era tal que as palavras de despedida da professora foram: Vem à experiência até ao final do mês, ok? não desista!
Vou pensar.... prometo.
Não sei o que doí mais hoje, se as bochechas do cú, se o resto...

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Dá-me gases

Dá-me gases a defesa publica de opiniões extremistas de quem não está a responder a merda nenhuma.
Dá-me gases o extravasar de sentimentos recalcados à espera de um qualquer motivo descabido de sentido para explodirem.
Dá-me gases a fúria de todos os extremistas, quer dos defensores (inocentes), quer dos atacantes (incautos) do que quer que seja.
Dão-me gases pessoas de opinião maleável que dançam conforme o interlocutor.
Dá-me gases ler tanta merda, quer a favor, de forma cega e imprudente, quer contra, tal a fúria estouvada com que expelem palavras quais gases após uma bela duma feijoada à tansmontana.
Tudo deve ser ponderado e devemos sempre ter ciente que em tudo, mas tudo na vida, existe sempre o reverso da medalha. No entanto, não nos podemos coibir de agir só porque estamos a correr um risco. Ajudar por si só, é um risco.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ouvido por aí #2

Os Homens têm o vício do:
- já que estás de pé, chega-me o jornal
- já que estás de pé, chega-me os chinelos
- já que estás de pé, chega-me uma mini

Fossem eles inteligentes e quando a mulher estivesse a vestir o pijama:
- já que estás nua.................................................................................



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sim ou Não?

O Outfit preferido pelas Senhoras cá da terrinha são as batas.... essa maravilhosa invenção do Louis Vuitton em fase pré-fama.
Ora perante estes factos:
- prevejo não mudar mais de casa (finalmente e infelizmente)
- estou a mais de meio da minha jornada em vida (sim, que mesmo depois de quinar tenho alguns para atazanar)
- o outfit em questão é comum a 99% das senhoras da terra


A questão que me assola a alma é:
- aproveito os saldos na drogaria da zona que vende de tudo e compro já umas 2 ou 3?


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

eu esforço-me tanto (num tendes noção)

Eu sou bruta, desbocada e desarranjada
Mas por vezes tento ser fofa  e prestável e essas merdas todas, mas foda-se! não há paciência para tanta conice.
- Eu até ajudava mas não tenho tempo...
- Sem stress, manda que eu trato (sim! porque eu não faço merda nenhuma, coço-a todo o santo dia e venho para casa cedinho dar o meu cú a conhecer ao sofá)
- Ai ainda bem.... só mais uma coisinha: vens cá buscar e levas?
(desculpa??? queres dado e arregaçado? vai comer um cagalhão!) isso já não consigo. Tenta, vais ver ver que consegues....

E vender, não?

NÃO!
Poder vender as inúmeras roupas e brinquedos, até podia e ganhava uns bons trocos, mas não era a mesma coisa....
Não me sentiria tão feliz quanto me senti ao separar tudo para trocar de dono.
Eu não dou nada, passo o testemunho e caralhus mafodam que me sinto mais feliz assim (mais tesa, mas mais feliz)

A ternura dos 38

Fui de férias de cabelos longos.
Estive em férias de cabelos longos e sempre apanhados em puxo ou tótó (tótó é tão giro, costumo chamar isto às minhas estrelinhas) só não confundiam com as camareiras (sem desprimor nenhum para as senhoras ok?) porque a bata delas tinham um padrão diferente da minha roupa.
Vim de férias decidida a cortar as gadelhas. Vi-me fodida para lavar a peruca todos os dias e todos os dias também, blasfemava na hora do banho. Seuaranhiço, no alto da sua douta sabedoria respondia sempre da mesma forma: corta as gadelhas pá e põe-te loura que te faço o menino desta vez. Sempre lhe retorqui da mesma forma: vai comer um cagalhão mazé... mas a ideia ficou e foi ganhando forma e intensidade até porque, cabelos curtos e cortes radicais sempre foram a minha onda. Sendo certo que só me atrevi a esta proeza uma vez em 38 anos, também é certo que a idade pesa e a loucura tende a agravar-se com o passar do tempo (pelo menos no meu caso).
Ora, e dado o sol que apanhei ter sido forte e me ter atestado na moleirinha vários dias, arranquei para a tosquia!
Cumcaralho! Cortei cerca de 20 cm de pelo! tenho o pescoço ao léu e que bem que sabe sentir a aragem... (no pescoço, noutros sítios também não tenho pelo mas ando tapadinha que sou uma gaja com juízo)
A idade tem destas merdas, dá-nos força para arriscar.


Antes  
Depois

 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Qual Mark Twain


A Vida é curta e eu já vou a mais de meio da caminhada;

Quebrei, quebro e quebrarei SEMPRE as regras;

Beijo "devangarinho" e em pensamento todos à minha volta;

Amo intensamente SEMPRE;

Sou uma esganiçada a rir, e rio muito alto (demasiado);

Não me arrependo de NADA, nem do que me fez (eventualmente) chorar.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Colapsar

As férias estão à porta
O serviço está dentro da porta
Eu bato com a cabeça na porta (quemáfodo)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Livrai-me Senhor dos seus dotes culinários

Chegas a casa depois de um dia de trabalho brutal;
Chegas a casa com uma dor de cabeça fantástica;
Entras em casa e vês filetes de pescada a descongelar.... (foda-se, qué'isto? estarei tola? não foi esta merda que planeei para a noite);
Mediante o teu olhar de terror como se o peixe te fosse iscar um chispe, o marido responde: não me apeteceu o que deixaste, este peixinho vai ser melhor, não achas?
Sim... mas vou tomar banho já, ok? estou com a cabeça aos papos. E vamos comer isso com quê?
Com salada russa, vai, eu faço isto!
A sério que fui aterrorizada para a banheira mas... pelo menos a dor de cabeça abrandou (só até regressar à cozinha! caputa de pandemónio! Sinhores.... é que tenho a máquina de lavar louça avariada.


Eis a prova:
Somos só 4! (a estrelinha mais nova quase só cheira a comida)


Biquíni ou fato de banho? (sem truques)



A esta questão respondi aqui há uns tempos como comentário num pardieiro muito conhecido, convencida que estaria tão somente quanto as outras tantas, a opinar só por que sim, sem que daí adviesse qualquer contra-comentário menos próprio tanto que a questão é muito sensível por si só, quanto mais se for sujeita à crítica alheia de pessoas do mesmo género.
Respondi sinceramente: fato de banho. Levei (ou levamos, as que tiveram a ousadia de admitir que há partes do seu corpo que preferem esconder) com um arrebatador: dispam-se de preconceitos e aprendem a ser mulheres (e merdas deste tipo, que agora dá-me muito trabalho ir procurar o comentário da caramela).  Eu, que estrebucho por todo o lado a extremismos sejam eles quais forem, fiquei quietinha, li aquela merda aí umas quantas vezes e de seguida apaguei o meu comentário…. Podia ter respondido tanta merda àquela “coisa de gente”. Podia ter-lhe dito que de posições extremas só gosto na cama, que de boca assim cheia um dia ainda se engasga e se fode que ninguém lhe dá uma palmadinha no costado, que se cuspir assim de forma tão pronta, um dia a vida devolve-lhe um escarro valente daqueles bué da’verdes. Podia ter-lhe dito que algumas mulheres usam fato de banho não porque não queiram que os outros as vejam, mas porque elas próprias não se querem ver, não querem a cada olhadela às suas panças recordarem-se do estilo de vida que levam, que não comem a horas certas, nem de forma certa, que por vezes nem comem e outras se enfardam durante a noite porque têm que estar alerta para ver se a febre das crias não sobe; que não têm tempo para ginásios porque têm 2 empregos, são voluntariosas e trabalham em beneficio de quem não conhecem pessoalmente. Que dormem pouco porque têm a cabeça a mil, porque não podem falhar em nenhuma das múltiplas tarefas a que se propõem todos os dias, que aceitam todo os desafios e estão presentes para todos os seus amigos e amigas sempre que delas precisam…. Enfim, tanta coisa que eu lhe poderia ter respondido, mas não. Simplesmente apaguei o meu comentário porque me ia dar uma trabalheira do caralho mandá-la comer um cagalhão.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ai o Jorge Mendes e a Esposa e as ruas e o dinheiro e o catano

O Jorge Mendes casou, faroleiro! (eeeeeeeeeeeeee? eu também casei e sou muito feliz desde então)
O Jorge Mendes gastou uma pipa de massa na boda, esbanjador! (eeeeeeeeeeeeee?eu tive um festa pobrezinha, era o que dava)
O Jorge Mendes mandou fechar as ruas de acesso a Serralves, cromo que tem a mania que é rico! (eeeeeeeeeeeeee? eu fechei o portão da casa onde fiz a festa)
O Jorge Mendes teve uma ilha de prenda, se isto se admite! (eeeeeeeeeeeeee? eu tive uns copinhos de vidro, que cristal é caro)
A mulher do Jorge Mendes tem um cabelo supé comprido, parece uma barbie! (eeeeeeeeeeeeee? eu também deixei crescer o cabelo para o meu casamento)
A mulher do Jorge Mendes tem umas mamas grandes (eeeeeeeeeeeeee? só lhe queria 1/3, só tive direito aos desenhos)
Quero lá saber se tem, se gasta, se come, se caga.
A única coisa que me fode a cabeça é como é possível um padre ter casado alguém que vive em pecado há muito tempo. A Igreja para uns caga leis, para outros come as leis que caga. Sáfoder pá.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cerca de 2 litros/dia

Sim, acedo várias vezes ao dia ao facebook.
Sim, desde que não esteja ao pé das minhas filhas carrego o tlm comigo para TODO o lado.
Sim, levo o tlm cada vez que vou ao Wc.
Sim, sentada na retrete ou ligo à minha mãe, ao meu marido ou acedo ao Facebook (taras)
Sim, mijo imensas vezes ao dia porque bebo muito.
Sim, trabalho (mas também bebo e mijo muito).
Tantas coisas que consigo fazer ao mesmo tempo, hã?
(caralho de gaja com tanto tempo pra mijar pá!)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Assim vai a vida

Estou no Algarve.
Está um calor do caralho.
Vim de SOS acudir a uma obra terminada em 2012 que (supostamente) NUNCA funcionou.
Os velhos e os novos estariam (supostamente) desde a entrega da puta da obra a morrerrrr de calor (têm capela de facto, mas...).
Ameaçaram meter-nos o dedo no cu que é um mimo.
Dormi 2 horas.
Não cheguei à hora marcada porque adormeci.
Conduzi 4 horas e meia.
Bati todos os limites de velocidade.
Não como há 16 horas.
já fumei um maço de tabaco.
Já mandei um engenheirinho de merda comer um cagalhão.
Já me babei com estas crianças tão pequeninas e tão fofinhas.
Já me arrepiei quando algumas delas se esbardalharam no chão porque as "senhoras" estão a fazer recortes para a festa.
Estou sentada na puta da esplanada da terceira idade a fumar uma cigarrada com os "utentes" (o que eu gosto desta palavra caralho! juro, quando for velha se alguém me chamar utente, enfio-lhe um cigarro acesso no buraquinho).
Os técnicos andam pela cobertura, mas eu fiquei-me pelo andar de baixo, que sou destemida mas cago-me toda para subir um telhado.

Apetece-me dormir, comer e dar beijinhos às minhas estrelinhas pá!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Confissão#2


Confesso que sou destemida e tenho uma basófia daquelas que mata tudo e todos de uma assentada só, sem olhar para trás. Assim à primeira vista e faladura quem (só) me ouve entende (e bem) que sou a verdadeira cabra. Há quem diga que tenho uma treta do caralho, mas acho que são só bocas reacionárias majé!
Sou muito prática e resoluta. Sem rodeios e depois de reflectir de forma ponderada, tomo a atitude que entendo como certa e siga, logo se vê o que virá a seguir.
Sou assim com tudo na minha vida, tanto a nível pessoal como a nível profissional.
Escrevo estas linhas sem correcção, retificação de texto ou revisão sequencial de ideias. Escrevo porque neste exacto momento preciso de desabafar e como não há padres por perto e eu não sei a reza do perdão, segue por aqui mesmo.
Sou impetuosa e agradeço que o sejam comigo. Quem reage a quente mostra as entranhas logo ali. Consegue-se perceber o tipo de pessoa que temos pela frente, assim tipo os bêbados no auge da bebedeira que pela treta já em fase de decadência se vê se têm bom vinho ou não. 
Não consigo levar na bagageira merdas por digerir nem tão pouco tenho espaço livre para tal (como muito de noite e acordo de estômago cheio, qual orca após um longo período de hibernação - as orcas hibernam? não, pois não? safoda lá isso).
Dizia que sou resoluta. E sou. Sem rodeios. Detesto merdas, não só no sentido literal, que isso também detesto é um facto, mas naõ suporto merdices, conices, pessoas pouco resolvidas que ora dizem que sim que é branco, como mudando o interlocutor, já afirmam que afinal e visto de outra perspectiva é cinzento. Ou é, ou não é, cá nim's não me servem de merda nenhuma. Bato com a solução na mesa (pra não dizer que bato com eles, porque não os tenho), apresento alternativas e tomo decisões sem mais demoras. Quando é preciso limpar as sobras, pego na esfregona, enlaço as gadelhas e dou ao zarelho.
Quando alguém se atravessa no curso de uma decisão tomada em consciência e devidamente validada só para ficar bem na fotografia, dá-me náuseas e isto aplica-se à minha vida pessoal mas também à profissional, sendo que é este (enorme) fragmento do meu dia-a-dia que hoje me faz dar às teclas com vontade de esganar um galo. Não me calo, não consigo ficar indiferente e manter-me silenciosa no meu canto. Consigo surpreender os mais resistentes, os mais preparados para a guerra, consigo por vezes surpreender-me a mim própria com a minha falta de filtro. Será possível estas merdas estarem-nos no sangue? Ou será a idade a pesar? É que cada vez mais me vejo fodida para travar os pensamentos; saem em vómito a jacto pela bocarra fora e quando acordo da anestesia, já está! Está dito! Mas fico bem. Fico calma, limpa de caroços entalados no gargumilo que antes me impediam de respirar livremente. Assim tranquila é mais profícuo reflectir e aparar as pontas soltas das palavras que nos esbarram nas fuças.
Volto à guerra de peito feito mas por vezes caio (em silêncio e sozinha para que ninguém me conheça a falta de força, umas vezes mais que outras) e por vezes acho que me devia permitir cair mais, só porque sim. Assumir que caí, que me custa, que também me dói, apesar de ser “A Cabra”, mas daqui a nada isto já passa. Agora o que não passa é a incompreensão pela maleabilidade de quem assistindo a uma guerra sentado no seu belo sofá com o cú apoiado em almofadas fofinhas, venha cagar postas de pescada em casa alheia depois de todos andarem à batatada e com as feridas ainda a sangrar. Ser demagogo é fácil quando não se lida com a merda. Dizer que a sanita cheira mal e que é preciso limpar é fácil quando temos quem a esfregue por nós. Mandar é fácil sempre se ouviu dizer e é bem verdade. Nem sempre quem trabalha connosco é colega, e nem sempre os colegas valem merda alguma.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ouvido por aí

Às vezes tenho tempo para ler certas coisas e quase sempre termino com a sensação de que aqueles minutos despendidos não foram em vão.

- A Cristina é um sexy simbel...

sempre a aprender pá

terça-feira, 7 de julho de 2015

Crenças

Não acredito em bruxas.
Não acredito que seja humanamente possível alguém com recursos terrenos fazer mal a outrem.
Não acredito na mistura de mezinhas e ervinhas e outras merdas terminadas em "inhas" pois o Merlin nunca existiu. Nem a Branca de Neve, nem a Bruxa Má.
Mas há algo em que acredito piamente. Que o sentido negado de posse de algo, a alguém desequilibrado possa afetar as vidas com que se cruza e das quais suga a única razão do seu viver.
Resumindo, o querer-se muito sentimentos que outros têm tolhe almas até ao tutano. Disto, tenho a certeza.

Confissão

Confesso que ainda me consegue surpreender quem, a saber da minha falta de filtro, me desafia para merdas importantes.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Da vergonha

Ela - eu vi o teu blog! Ó pá é tão a tua cara!
Eu - é.... é meu, sou eu que escrevinho por lá
Ela - estive quase a comentar mas sabes, as minhas colegas de trabalho são minhas amigas no facebook e eu sei que elas cuscam tudo o que eu faço; às vezes até me perguntam se experimentei mesmo aquela receita em que "pús" um like (um pú é uma força motriz que faz com que um gás desça até ao cagueiro, mas deixa a cachopa pensar que pôr é giro, tadinha)
Eu - pois... eu percebo
Ela - mas gosto muito, tás a ouvir? gosto mesmo muito!
Eu - está bem.... mas o que me queres afinal? Não foi para dizeres que és uma tótó que me ligaste, certo?

Esbarro em mais uma triste constatação de que alguns até para serem sinceros, precisam da aprovação dos demais tristes com quem socializam.

Poderá estar a mentir em relação a gostar do blogue, e aí está a desculpar-se perante mim, que não lhe perguntei merda nenhuma.

Poderá estar a dizer a verdade em relação ao blogue e assim sendo, a omitir uma opinião sua a fim de não ser criticada, sem estaleca portanto para cagar nos demais.

A falta de coerência e o efeito manada continuam a irritar-me profundamente. Pode ser que a partir dos "entas" a coisa abrande e passe a ser só um sentimento de indiferença. Até lá só me apetece mandá-los ....


Traduzindo

Estou numa sala de reuniões a preparar um julgamento.
Ela recebe uma chamada telefónica ruborizando no imediato e pede desculpa, mas informa que é imperativo atender. Afasta-se aos poucos do restante grupo, até abancar numa sala contígua à nossa.
Eis senão quando, a sua vozinha ora doce carinhosa impera sobre a conversa do restante grupo, dado sermos todos finos e falarmos baixo e essas merdas todas.
Vimo-nos literalmente fodidos para fazermos de conta que não estávamos a ouvi-la a discutir com o Senhor que lhe vendeu as plantas para o escritório onde nos encontrávamos.
Amei ouvir alguém a discutir sem utilizar calão, na certeza porém de que no fim, a merda é a mesma pois em lume, pediu-nos desculpa mas disse que lhe apetecia dar "nas fuças" ao gajo com quem tinha acabado de falar. Eu teria mandado o gajo comer um cagalhão e dito que me apetecia foder-lhe as trombas, o que seria exactamente a mesma coisa, mas em mau.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Simplória

Visto qualquer merda
Calço qualquer merda
Sou (demasiado) desleixada com o meu aspecto
Mas não como nem bebo qualquer merda
Nem tenho qualquer merda como amigo.


Em algumas merdas, as realmente importantes, são tão esquisita que até a mim me enojo às vezes...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tal e qual o anúncio da brasa (parece que é mas não é)

Aquele que começava assim: parece que é mas não é, que gosto que satisfação, pois eu parece que sou mas não sou.
Deixo-me propositadamente passar por tona em certas situações, mas não sou.
E adoro ver até onde vai a lata de quem se julga bué da sábio nestas merdas das relações inter-pessoais que é como quem diz, quem se acha esperto, quem acha que te está a usar e que és uma tona moldável, maleável e acima de tudo (e o que mais me delicia) influenciável.
Adoro. só me falta abanar o rabinho.

Sai receita para a diarreia (e afins)

Então é assim:
Falei com santa sogra e esta chegou à douta conclusão que foi um mau olhado que abriu a torneira fecal.
Para desarmar quem te olhou de ladeiro, reza a lenda que há que descascar 3 dentes de alho, raspar uma côdea de broa seca e em papel de prata, juntar osjálhos à broa, embrulhando tudo bem apertadinho e colocar no local do "azar" - casa, carro, trabalho. Ora, dado se tratar de um local inóspito para a côdea da broa, aconselha quem sabe que guardes a mistura (sempre em papel de prata e retém isto que faz toda a diferença) o mais perto possível... Poderás guardar no bolso das calças, saia ou calções, digo eu que não tenho formação nestas merdas dos olhares.

Parai quétos

Não me incomodam os vídeos dos gatos, das porradas e merdas afins. Não os vejo.
Incomoda-me profundamente o seu conteúdo que, pelo que leio será desumano e de bradar aos céus.
Não tenho estômago para lidar com estas merdas sem os mandar comer um cagalhão, como tal não vejo toda e qualquer merda deste tipo, recuso-me. E cansa-me quem partilha de forma indignada! Se vos incomoda (também) estainde quétos com as partilhas pá!! Só estais a difundir e a publicitar merda! Falai sobre isso, mas não obriguem os outros a levar com essas merdas nos olhos. Revoltai-vos junto de quem de direito. Parai de fazer queixinhas que não vão surtir qualquer tipo de consequência. Levantai o rabo da cadeira e ide apresentar queixas formais! Sabeis o que é isso? como se faz? não? então isso sim, perguntai na net que alguma alminha vos há-de esclarecer! Agora se não vos quereis cansar, olhai uma dica: não cansem os demais.
Desde que fui mãe não consigo lidar com determinadas situações mesmo que não envolvam crianças sem que as minhas tripas se revolvam e sem que a minha boca se abra para blasfemar efusivamente, daí não  permitir que a minha alma fique em estado de sítio. Estou a ficar velha, é isso.

Eu também fiz um teste de inteligência on-line

Eu também faço aqueles testes fofi-coisos de inteligência e aparência e merdas afins.
Não partilho os resultados porque os meus costumam dar merdas do tipo: és burra como a tua sogra, és feia como um camafeu com caganeira e na vida passada foste uma barata que assim que nasceu foi esmagada por uma pita histérica.
: (olha que caralho, este teclado não tem a barra ao alto para fazer uma cara séria, foda-se)
#soquenão

Cansaço, mas menos

Quando consigo relaxar no fim de semana, apesar de sentir agonias externas às minhas, a segunda-feira parece menos dolorosa e a semana, vista em perspectiva, cheira-me que será menos catastrófica a nível sentimental e profissional.
Digo eu, agora que a semana ainda está a começar.

do trabalho 3#

a puta da frase mais ouvida por estas bandas:
- okeiii, tá bom, tá bom....brigada, té logo

E sim! já lhes dei na tolinha vezes sem conta.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Pérolas automobilísticas familiares

A minha santa (sogra), uma perfeita tábua de passar a ferro ao volante, chega a casa depois de uma saída de cerca de meio quilómetro, pára a carroça em frente ao tasco e saca do pára-choques frontal da mala, qual saco de courgetes fresquinhas acabadinhas de colher.


A mancar e de pára-choques (guarda-lamas para os fofos) debaixo de braço, com cara de quem comeu e ficou a arrotar, tem a ideia fabulosa de tentar fazer-se de coitadinha (não fosse ela doutorada nesta área)
- Então que aconteceu ao carro mãe? pergunta o marido (meu) prestes a ter um ataquinho.
- Olha não sei, estacionei em frente ao banco e quando cheguei ao carro estava assim...
- Olha lá mas achas que ando a nanar?
- Foi filho, estava no chão, um senhor disse que outro senhor me deu uma pancada ao sair (tivesse sido na mona e estavas tu mais fina caralho) e prontuss (prontuss é uma expressão muito usada cá no fim do mundo, e é gira, bué de gira, tão gira que me dá vontade de rir até me mijar, que as pariu).
-Ai foi? Hum... então vamos lá ao banco que eles têm as imagens do multibanco e vão ter que me dizer qual foi o carro que fez esta cagada e se não disserem chamamos a policia (qual CSI em procura pelo criminoso do ano)
A santa, que é bastante limitada, cagou-se toda e lá confessou que ao estacionar deu um toquezinho (...) numa ambulância, mas estava vazia filho, não te preocupes!

Mas não há ninguém que te abafe?


Combinação perfeita para fritar o miolo

O que pode ser pior do que levar a cria mais velha às vacinas e ela ter um ataque de pânico lá do alto dos seus 50 quilos de músculo e metro e meio de altura só contornado com o belo do amarranço por 2 adultas bem potentes?

Ter de mamar com a Maya na sala de espera


E ainda por cima perceber que a Senhora vende merdas que protegem de tudo quanto é merda que há no mundo, e que deu às filhas e às netas e ao caralho pá!


Ninguém merece esta merda!

É lógico que se me frita a mioleira.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Das dores de perda

Estes dias têm sido difíceis...
A mais nova está a modos que tresloucada de novo.
Já passamos por aqui algumas vezes, e quando digo por aqui, digo a esbarrar na loucura.
Não somos pais de primeira viagem, nem pais inquietos ou inseguros. Somos pais calmos, não permissivos, mas muito pacientes.
Somos testados dia sim dia sim, hora sim, segundo sim pela cria mais recente.
Nasceu para nos lançar o maior desafio das nossas vidas, testar os nossos limites de salubridade mental.
Eu deveria ser fofinha e dizer que não há nada melhor do que ser mãe, que me completa, que pelo sorriso delas tudo vale a pena. Mas não agora, não neste momento, não hoje.
Hoje sou uma puta que está deitada ao lado das crias, com todos já a dormir neste momento e lamenta pela perda de sorrisos de que está a padecer.
Há dias em parece que não aguento mais, que cheguei ao meu limite, que receio pela hora seguinte, que lamento e lambo as feridas deixadas pela perda que vou sentindo e que me permito à dor.
Amanhã já não será nada digno de destaque nas linhas do meu sentir, mas hoje dói um bocadinho, hoje sinto que perdi.
Tenho perdido por um conjugar de factores a minha gargalhada, aquela que me caracterizava aqui há uns anos.
Fico confusa quando tento perceber onde estou a falhar como educadora da cria mais nova; não percebo; a permissividade não resultou; a conversa não resultou; a imposição está a deixar de resultar; e as minhas pernas estão a fraquejar....
Amanhã é outro dia e eu terei força de novo, mas hoje não.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

do trabalho#2

Conselho de uma tola:
Vestinde interiores monocromáticos, pois nunca se sabe quando ides ter que vos agachar de costas para aguém para apanhar uma merda de uma folha que tenha derrapado para debaixo da impressora...
(just saying)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

do trabalho#1

O que mais me custa aqui no trabalho é ter que ir cagar. É que no decorrer deste acto tão natural quanto respirar, ouço as merdas que a minha rica cómoda diz ao telefone. Sim, as paredes são extra-finas.
Isto preocupa-me muito mais do que os sons que o meu belo rabo possa fazer durante o acto. Apetece-me cortar os pulsos - não os meus.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sobre o post anterior e para que conste da sua absoluta veracidade

A minha santa mãezinha tirou a carta de condução muito tarde, já um 'cadito fora de prazo portanto, ela e a carta.
Passa-se que a santa Senhora nunca foi exímia condutora, nem mediana, a bem da verdade.
Assim sendo passo a relatar a conversa que tivemos via telefone, durante a qual tomei conhecimento de mais uma das suas proezas automobilísticas:
- Sim mãe, então? que contas?
- olha, contar não conto nada, mas acabou de me acontecer uma cena!!
- então já vais contar alguma coisinha, certo, ó tótó?
- É. Sabes, fui ao Via Catarina àquela loja que gosto muito, sabes? de roupa? àquela?
- Sei lá mãe ou o caralho qual é puta da loja de roupa, foda-se tu achas que eu sei?
- Uóó.... sabes sim! mas pronto agora não interessa. Cheguei ao parque de estacionamento e apanhei uma bicha por lá acima, fogo! nem te passa (sim, cá na terra diz-se bicha e não fila) mas pronto, lá fui atrás dos murcões que eram praí uns 10 à minha frente e passaram todos por um lugarzinho mesmo mesmo ali à maneira à nossa espera e pensei, burros pá, olha a passarem todos por esta vaga e nenhum a vê. E pimba, meti lá o carro - nesta fase comecei a recear pelo desenrolar da história, sendo que nunca pensei que santa mamã tal merda fizesse. Por acaso, só por acaso cheguei à loja e a menina que me tinha atendido não estava e a ancomenda ainda não tinha chegado e resolvi vir-me embora. Demorei p'raí uns 15 minutos.
- Sim mãe, e qual foi a cagada que fizeste? estacionaste à porta do elevador, não?
- Não! Espera! Saí do elevador e vi um montão de gente assim ao fundo. Não liguei muito porque estavam afastados do meu carro. Quando carreguei no comando para abrir as portas, saiu do meio daquela gente um segurança que se virou para mim e disse:
Seg.- Ó MINHA SINHORA!!!!
-Sim? Diga?
Seg- A Sinhora tem noção do que fez?
- IEUU??? O Quê?
Seg- Atão a Sinhora num bê que tem o carro mal estacionado?
- Mal estacionado porquê?
Seg- Atão a Sinhora num bê quésta merda é a saída do Parque? Quisto é a rampa de saída? Eu tenho prái 50 carros a dar a volta para saírem no piso de baixo porque a senhora bloqueou a saída! Ò MINHA SINHORA PLAMOR DA SANTA!
- Ó Mãe, foda-se! tu és um cromo! a sério! e que lhe disseste?
- Olha, eu disse-lhe: sabe, realmente eu estranhei que dos carros que iam à minha frente nenhum ter estacionado aqui, mas pensei que não tivessem visto a vaga...
Seg- Ó, ó minha sinhora, tire lá o carro ca policia está a caminho, ó, ó!

A acrescer a isto só mesmo o facto de durante as subidas em vez de reduzir, se abane para frente e para trás qual  cão vaidoso nas chapeleiras dos carros dos berdadeiros tones enquanto o carro perde força...
E mais não digo, é uma artista portuguesa ao bolante.