sábado, 30 de janeiro de 2016

Cheira a frango

Como é bom viver na aldeia....

Às 11:30h da manhã já nos cheira a pito no churrasco dentro de casa

Fechasses as janelinhas e cheiravas o mofo em vez do pito assado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Am I alone?


Até lá

A sede de uma resposta, mói mais do que um facto concreto, que um "menino nos braços"...
E até lá, o coração pula e eu não consigo ficar indiferente a quem precisa de um ombro, não consigo desligar-me dos outros, não consigo que os sentimentos não me absorvam a alma, não sou capaz de me abstrair da dor dos outros.
Julgo que, quando chegar a minha vez estarei incólume ao sofrimento da incerteza, tomá-lo-éi como certo de inicio, e assim  será mais fácil de (di)gerir...
Até lá, sofro por não conseguir apaziguar almas em sofrimento, sofro porque me projecto na dor alheia e congemino a mil à hora a tentar descobrir formas de minimizar o desnorte porque estão a passar e falo.... falo muito... falo demasiado... quase como que, se ao ouvir-me se esqueçam por minutos, como se fosse possível esquecerem-se do medo que estão a sentir, por terem o tico e teco ocupados comigo... lorpa que sou!
Compro guerras por ser desbocada, por não ter filtro, quer de saída, quer de entrada

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Confissão#7

Confesso que uma das frases que mais me choca é: pois, eu também não tinha quem me ficasse com vocês. Deixei de fazer muito e viver muito por vossa causa. Por isso, aguenta-te que elas são tuas...
Peço todos os dias sanidade mental para nunca a repetir às minhas filhas.
Sou por vezes permissiva por ainda ter bem presente situações pelas quais passei na idade delas, por me esforçar para as compreender e por me esforçar para as deixar viver e serem felizes sem  projectar nelas os meus menos bons momentos enquanto criança. Espero conseguir fazê-lo durante a sua adolescência e até que sejam burras velhas, sempre, portanto.
Que o caralho do senhor alzheimer não me escangalhe no miolo até elas precisarem de mim (ou até eu ir desta para melhor, vá)

domingo, 24 de janeiro de 2016

Num brinquem comigo pá!


Gosto de uma boa piada.
Cheguei a gozar e dizer que devíamos todos votar no Vitorino, de forma à Europa perceber que não nos podem foder mais e mais forte cá neste Portugal.
Mas foda-se!
Do brincar à realidade de que houve cerca de 3% porcento dos votantes (sim, porque nem qualquer pessoa se digna a levantar a peida do sofá para ir cumprir um dever) a escolher em consciência este Senhor para nos representar... foda-se!!
Sem qualquer desprimor pelo Senhor que desconheço de todo, porque me recuso a ouvi-lo mais de 2 minutos consecutivos, não me fodam Portugueses! Votas-teis no Tno????
E a Maluca sou eu?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Por aqui ainda se usa a bela da chapada


Sim? Boa tarde, é para confirmar a sua consulta de dermatologia amanhã.


Ahhhhh, siimm, está confimada!
(foda-se, esqueci-me)

Confissão#6


Sou intolerante ao oportunismo e tentativas de manipulação.

Não o faço, nem o admito.

Não consigo conviver nem gravitar sequer nas redondezas de pessoas com estas personalidades corrosivas.

Sou demasiado pragmática em relação a estas merdas.

Não sou santa, nem treino para isso, mas tenho os "meus" valores muito bem definidos e estruturados e não abdico deles nem de fusco apontado às fontes.

Com o passar dos anos tenho aprendido a não vomitar a minha revolta mesmo nas fuças dos outros, mas por vezes fico taquicardíaca só de ouvir "falar". 

Por viver em sociedade, o que às vezes é uma foda, tenho sido obrigada a sacar do meu sorriso amarelo e virar costas. Mas fico entaladinha. Imagino um mundo ideal, aquele em que a cada tentativa de oportunismo, alguém sacasse de um discurso tão assertivo e verdadeiro que esmagasse os artistas que acham que são os mais espertalhões e abispados.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Atordoada

Tenho o meu tempo sempre muito controlado, de tal forma que a minha agenda corre mundo comigo.
Tenho, obrigatoriamente que anotar tudo senão sai merda pela certa.
Reunião marcada para 4ªfeira às 19h com duas pessoas que queria muito que se conhecessem.
Acelerei durante o dia para poder sair a horas para apanhar alguém na estação e estar à hora marcada na dita da reunião. Comboio chega 20 minutos antes da hora marcada. Transito cabrão, mas chego a tempo, quer à estação, quer ao local da reunião.
A outra parte enganou-se a agendar a bendita. Não pode. Tinha pensado em ligar durante o dia a confirmar, mas a acrescer à falta de tempo para cagar, não queria ser maçadora, uma vez que tinha falado com a Senhora há uns dias atrás e não podia parecer desesperada.
Não há reunião. Pessoal aflito, não se consegue entrar em contacto e a bendita não se dá.
Safoda, o que não tem remédio, remediado está.
Remarca-se para o dia seguinte pela hora do almoço.
Euzinha, que sou bué de atordoada e não consultei a puta da agenda, tinha marcado para hoje merdas inadiáveis e que dependiam de mim para se darem.
Não sei bem como, mas deram-se, a mil, de fugida, mas deram-se. E correu bem, hã?
Ponderei não ir à reunião, paniquei de manhã (durante a noite, mais precisamente, vá), mas respirei fundo e pensei: calma caralho, tenta e esgadanha a ver se dá. E deu.
Ainda à hora do almoço tinha prometido à estrelinha mais nova ir busca-la para almoçar connosco (pela primeira vez em 5 anos, só para se perceber a importância da coisa) e ela estava absolutamente delirante desde o início da semana a perguntar quando era o dia do “vegetariano”, tadinha…
Não consegui ir busca-la, mas ainda a lambi durante o almoço.
De modos que a minha vida é uma animação e eu adoro, fico atordoada mas adoro! No entanto fico sempre com a sensção que não disse tudo, que não falei de tudo, que me dispersei, mas acho que esta sensação já me é intrínseca e que “no matter what” me vai perseguir sempre.


Deve ser uma característica das pessoas atordoadas, digo eu que sou gaja de números.

Considerações avulso

- Saí para comprar tabaco às 17:20h de segunda feira.
- Ao comprar o maço, constatei que tinha fumado 20 cigarros em apenas 9 horas e que ainda faltavam cerca de 5 até me deitar, o que implicava que este maço não duraria senão até meio da manhã do dia seguinte.
- Para além de andar sempre a mil, ou de roda no ar, como o meu gajo costuma dizer, sinto um aperto no peito há já alguns dias que teima em não passar. Se bem que pode ser o soutien a apertar as guidas apesar de não as achar maiores, também pode ser o corpo a avisar que fumo como uma cavalgadura há muitos anos e que devo abrandar.
- As minhas estrelinhas são a minha vida e este aperto está a preocupar-me.
- E se eu deixasse esta merda? Era gaja para isso?
- Duro. Está entranhado em mim. Puxar de cigarro é um acto que me tranquiliza, que me impede de explodir.
- Já pensaste que isso pode ser uma angina de peito? perguntam-me. Cum caralho!!!! Não!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Prioridades

Tens algo marcado para dia X às Y horas há cerca de 1 mês.
Recebes, 3 dias antes, um convite para a festa de aniversário de um dos teus sobrinhos de coração a iniciar exactamente à mesma hora do caralho do evento que tens protelado há cerca de 20 anos.
Que fazes tu?
Não vais? 
Pensas?
Avisas que vais chegar mais tarde um 'cadito?
Mandas o gajo levar as crias?
...............
Nada dessa merda.
Desmarcas prontamente o "ibento"!
(simples assim! há prioridades! e eu sei sempre muito bem quais são as minhas)

Em conversa com uma amiga...

sabes? no sábado a minha mãe dizia-me (num dos seus poucos discursos assertivos) que o tempo passa muito rápido e que não tarda nada elas "fogem" e eu já não precisarei de trabalhar tanto e tão violentamente. Isto a propósito de eu me queixar que estava desgastada e que trabalhava horas demais e que desde as férias estava a envelhecer muito rápido....

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

é bom moço... é bom moço!

Quando tens um marido tipo Madre Teresa de Calcutá, sempre de mangueira em punho a apagar fogos alheios, muito fraco a avaliar o carácter das pessoas até levar um coice, e que repete a cada novo conhecimento: é bom moço, é bom moço!
Que lhe dizer para além do meu recorrente: dizes sempre essa merda! Foda-se! Não aprendes caralho?!

Sugestões?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Confissão#5

Eu gostava de ser uma mãe fofinha, como aquelas que relatam as suas vidas em rosa bebé, como aquelas que relatam os seus filhos como os mais fofinhos e bem humorados do mundo, quais crianças prodígio que aos 3 anos já percebem todo e qualquer discurso erudito sobre toda e qualquer merda de que lhes falem, que acedem a qualquer pedido sem estes terem que ser transformados em ordens expressas, mas não sou!
Sou uma mãe a preto e branco, com algum cinza pelo meio, vá!
Sou uma mãe flexível demais, emocional demais, pragmática demais, exigente demais e com amor demais...
Não, não é para entender, sou Mãe que quereis? milagres? só em Fátima!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Confissão#4



Projetas-te como má, como gorda, como cabra, como feia e horrível para os outros; a verdadeira vacarrona sem sentimentos, portanto.
E de repente alguém te elogia em praça pública… vai buscar o mais recôndito dos teus aspetos positivos, reconhece-te pelo que realmente és e não pelo que projetas de ti a quem não te conhece verdadeiramente, pelo que sentes e pela forma como te dás. E tu pensas: fodeste tudo! Ficas envergonhada, sem saber o que escrever, sem saber como agradecer, como devolver o elogio; Não sei como reagir a elogios, não estou habituada a recebê-los, não me identifico quando leio algo sobre mim; acho sempre que estão a exagerar, sinto que faço o que me compete e nada mais, o que tem efectivamente que ser feito, que (à louca) me atiro de cornadura ao que me aparece pela frente PORQUE É ASSIM TEM QUE SER…. Afinal foi sempre esta a minha postura e não sei viver doutra forma.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016