quinta-feira, 31 de março de 2016

são fases senhor, são fases...

Seu Aranhiço fez anos.
Fomos almoçar os dois, SÓ OS DOIS!
Entre um misto de remorsos e alívio por termos aviado a canalha cumprindo a rotina diária, tivemos tempo para conversar e divagar como antigamente por mais de 2 minutos consecutivos...
Eu falo, falo muito e 20 anos depois, constatamos que ainda temos assunto para horas seguidas.
Estes momentos reavivam a cumplicidade e a amizade profunda que os une.
Entre muitos assuntos ele conclui que vivo de forma assoberbada, que sinto exageradamente, que gosto exageradamente, e que não gosto exageradamente também.
Dificilmente esqueço, quer mágoas, quer alegrias.
Quem fica, fica para sempre, de forma desmedida me tem e me terá.
Quem apago ou deixo ir, em 40 anos, nunca regressou; por vezes, esmero-me neste disfarce perpetrado por obrigações morais de respeito aos terceiros apanhados na teia, mas a máscara cai ao mínimo sopro.
Guardo tudo como se de uma caixinha de recordações se tratasse e revivo cada amigo com uma paixão exacerbada. Amigos são todos de quanto gosto. Família ou não, em todos quanto gosto, tenho um amigo.
Já seu'Aranhiço, esse é um doce que esquece quase todo o mal que lhe fazem... esticas as garras e parece que vai morder a direito, mas na hora de fechar a mandíbula... dá beijinho. Esforça-se por não reviver as mágoas e arruma-as num cantinho, na gaveta lá do fundo, naquela que quase nunca se abre porque só temos monos lá dentro.
Bem se consta que a balança precisa de contra-peso para equilibrar, e é tão, mas tão verdade.
Sempre me disseram que a minha determinação era característica da fase pela qual estava a passar naquele momento em concreto, mas 40 anos volvidos, das duas uma, ou a fase muda de 40 em 40 (o que não me cheira, de todo!) ou sou destrambelhada, e nem com mais 40 em cima me tornarei uma pessoa afável ou menos pragmática.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Pode ser que daqui a mais 40 já não cogite tanto

Ando a mil novamente, com mais um projecto extra em mãos que me atormenta a alma até que o seu final chegue. Espero que seja um final feliz, ainda há finais felizes, ainda há pessoas felizes e de bem com a vida que se permitem, cagando na opinião dos demais, ser seres humanos no verdadeiro sentido da expressão.
No domingo passado estive com uma amiga que adotei para ser o meu cérebro nestas empreitadas de loucura, não a minha mão direita, nem a esquerda, nem outra parte qualquer do meu corpinho, mas sim o meu cérebro, a cabecinha pensadora, a luz que me encandeia o caminho quando tudo à volta me parece escuro que nem um caralho dum breu.
Ela pareceu-me distante, considero-a amiga, porque amigos são os que nos chegam por bem, sem intenção de retorno da sua entrega e sem querer publicidade (essa puta que move egos) em troca.
Tem andado desligada, mais caladita nesta nova empreitada, mas como se entregou de coração a um projecto do jornal da faculdade onde lecciona, não estranhei. Quer dizer, estranhei, mas não dei a importancia devida. Receei intrometer-me demais; afinal ela não é obrigada a nada!
Quando algo não me parece bem, normalmente reajo, normalmente questiono. Mas desta vez calei-me e custa-me de caralho perceber que fui passiva, permissiva à minha preguiça mental, essa merda que tão ferozmente critico.
A meio de (mais) uma tarefa profissional inadiável ela ligou-me hoje; e eu parei para a atender; respirei fundo; aquela não era a altura ideal mas parei; sem saber muito bem porquê, eu tinha uma culpa qualquer cravada em mim... não consigo explicar mas eu devia-lhe aquela paragem, aqueles minutos.
A sua voz airosa era como sempre uma lufada de ar fresco nos meus ouvidos cansados de aturar tanta grunho durante o dia. Mas ela estava mais acelerada, na caixa do pingo doce, a pagar as compras arrumando tudo nos sacos, e a dizer, desculpe? quanto disse que era; espere um minuto que tenho trocado, acho eu; ora cá está; espera tu, não me desligues que eu quero-te falar e tem que ser agora; espera; obrigada, boa tarde e bom trabalho; obrigada; pronto, já está agora nós meu doce...
E ela falou. E eu levei um soco; e sentei-me; e levantei-me; e corri os 3 sofas da minha sala; e todos me pareceram demasiado desconfortáveis para que o meu cu lá ficasse mais que 2 segundos; e ouvi-a; e arrepiei-me; e arrepio-me agora ao escrever; ela sofreu a espera sozinha; em silencio absoluto durante 3 semanas; são 21 dias! é muito dia e muita noite para engolir e esperar sozinha; não é possivel! onde estive eu? porque não me questionei? Saí agora da consulta; liguei ao gajo, à B e estou a ligar-te a ti; tu desculpa-me esta ausência, mas não conseguia pensar; o chão fugiu-me durante estes dias.
... A mim acabou de me fugir o medo de questionar alguém só por receio de me poderem considerar intrometida.
Afinal, a minha velha máxima de que'ssafoda os que outros pensam, ainda não está suficientemente interiorizada; há que repetir mais amiúde; estou a pensar mandar fazer um quadro bem grande para colocar à cabeceira da cama. 40 anos a repetir esta merda e ainda não a ponho em prática em modo automático? conduzo há menos tempo e já não penso no que fazer aos pés e ao volante! Arre burra!
PQMP...




sábado, 19 de março de 2016

Dia de?

Ao meu pai:
Olha paizinho, amo-te muito.
És o melhor pai do mundo
Estás sempre ao meu lado
E és o maior!
E coiso e tal, tipo: faço minhas todas a frases fantásticas que circulam hoje.
...........

Ai espera!
Ele não sabe que escrevo de forma regular, muito menos num blog, nem sabe o que é esta merda dos "belogues"
...........

Ai espera!
Vou estar com ele daqui a pouco.
............

Ai espera outra vez!
Não falo contigo há 15 dias.
(Mas hoje é dia do pai, quessafoda)
..............

Pareço os outros a mandar mensagens pelo Facebook aos velhotes que já quinaram (deve haver net lá no além, afinal, têm que se entreter com alguma merda, a eternidade deve demorar de caralho a passar) outros há, que não sabem sequer ligar um computador ou o que é a Internet, mas quessafoda!
É dia do pai...

quarta-feira, 16 de março de 2016

Em vós

É nestes fios de cabelo, que brilham independentemente do estado do tempo ou da alma, que reluzem independentemente de o mundo girar de forma estabalhoada lá fora, independentemente de tudo o que é sujo me atordoar a cada instante; é nestes fios de cabelo e na luz que deles emana cuja imensidão só eu conheço, só eu percebo, que me inspiro...
É por eles que inspiro e acalmo a mordacidade que se apodera de mim.
É por eles que blasfemo, é por eles que, a cada dia que passa, a cada experiência que vivencio, faço questão de me fazer escutar, de não me deixar levar na manada, de fazer valer, e acima de tudo, de cumprir o meu plano de vida, calcorreando dentro das linhas mestras pelas quais pauto a minha vida e pelas quais faço questão que a minha descendência se guie. Independentemente de tudo o resto.
Podeis ser o que desejardes, só não podeis ser vazias, só não podeis ser más ou mal-formadas. Podeis ser, só. Para mim basta que sejais felizes e que nunca vos escondeis, nunca. Deveis ao mundo a vossa frontalidade, a vossa sinceridade, sensata é certo, mas autêntica e sem floreados. Não ides agradar a muitos, provavelmente poucos serão os que convosco vão partilhar caminhos e metas, preparai-vos. Mas ides agradar aos que importam, aos que se identificarem convosco e aos que partilharem da vossa visão. Isto não significa que a vossa perspectiva seja a ideal ou não apresente fragilidades. Não sois, nem ninguém é, a última bolacha do pacote. Não há formas de estar ou pensar corretas, isso é uma utopia, é um devaneio, não existe simplesmente. Mas, pesados os pratos da balança, recordai-vos sempre disto: não é o mundo que precisa de nós, ele gira e girará independentemente de cá estarmos ou não, independentemente de sermos boas ou más pessoas; antes sim, somos nós, se quisermos ser dignos de ser apelidados de pessoas, que precisamos do mundo; sem ele, a lado algum chegaremos, tarefa alguma terminaremos.


terça-feira, 15 de março de 2016

Confissão#8



Dormi 2 horas esta noite.
Fechei os olhos durante 2 horas esta noite, vá.
Sou estabalhoada, distraída e impetuosa. Muito impetuosa admito.
Mas há algo que não sou. Cinzenta. Nem preto nem branco para não ferir suscetibilidades. Não sou.
Uma vez mais deparei-me com pessoas cinzentas, daquelas às quais costumo chamar sonsas, fofas, boazinhas.
Há gente que não parte um prato porque não se faz, porque não se deve fazer, mas debaixo dos seus telhados, dentro das suas casas, lá bem no fundo dos seus âmagos são os chamados montes de merda, pior, que a merda a gente apanha e limpa, mas a cagada que estes seres fofos e arranjadinhos e perfeitos e o caralho fazem, não se limpa, não há esfregona que retire as côdeas que elas deixam pelo caminho que percorrem, o cheiro a podre, a velho, que largam por onde rastejam. A sua marca é imperecível, fica cravada tanto no mais imaculado chão, como no mais pecaminoso coração.
Se há algo que me consegue surpreender sempre, mas sempre, que eu sou burra que nem um cepo, é a falta de carácter, a falta de coragem, a falta de “ser”. Deambular é algo que agonia e me enjoa mesmo. Ontem senti-me enjoada e enojada, não em sentido figurado, mas de verdade. Levantei-me imensas vezes, saí do quarto porque não conseguia posição em que o meu corpo permitisse que a cabeça parasse de patinar em seco.
A falta de coragem para viver, para enfrentar a realidade e os sentimentos, transcende-me. Não percebo. Mas talvez estas pessoas não possam admitir que são uma merda, que não são, que gravitam, que são podres, que não velem merda nenhuma, que subsistem à custa de existências alheias. Talvez, bem lá no fundo do seu parco e maleável sentido de realidade, se bem que de forma involuntária, consigam percecionar a frouxidão da sua existência e eles próprios se envergonhem de “não ser”, de parasitar, de constatarem que, de facto, são uns inúteis.
Surpreendes-te porque ainda não percebeste que és o contra-peso na balança errada. Nunca a irás equilibrar.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Hoje foi um dia doloroso

O dia começou lentamente.
Assim como quem quer arrancar e está hesitante em engatar a primeira, tipo vou, não vou, apetecia-me mandar às favas esta merda toda mas lá terá que ser...
A noite tinha sido dificil, a puta da dor no peito voltou mais dolorosa e demorada do que anteriormente. Custou a passar. Doeu muito. Assustou-me a sério desta vez.
A manhã foi acelerada para não variar.
Ao almoço engoli uma sande e arranquei em minutos de volta ao escritório para fazer uns contactos pessoais (se assim lhes posso chamar) que estavam pendentes desde sábado.
Levei um banho de realidade num dos contactos.
Há uma pessoa a quem me dirijo nestas situações. Amiga de curta data mas que me percebe e me aceita assim destrambelhada e bruta como sou.
Há merdas que me põe de rastos. Situaçoes que nao controlo e com as quais ainda não estou acostumada a lidar, pois sou uma gaja de ciências exactas e vivencio experiências sociais de forma visceral e quase sempre exacerbada. Tudo a mil como diz o meu gajo. Contigo ou é tudo, mas mesmo tudo e arrancas paralelos, ou então nem ouves, rasas o zero.
Fiquei doente e de repente tudo parou. Os meus sentimentos misturaram-se de tal forma que me apetecia gritar!
Em minutos, alguém através da leitura de meia dúzia de palavras, me percebe e sai em apoio do meu objectivo imediato: resolver!
O mundo é filho da puta.
Mas os meus vizinhos e amigos sao grandes.
Eu estou feliz!
Quem ajudou está feliz
Quem conhece esta realidade está feliz.
Mas ha quem vá ficar ainda mais feliz e mais aconchegado no frio que é a sua actual experiência de vida.
Dou-me por realizada com aquilo tenho e peço que esta lucidez nunca se esvaia, que esta clareza de espírito nunca me abandone e que esta força me acompanhe nesta viagem que só agora começou.


terça-feira, 8 de março de 2016

Tenderly

Percebes que não fazes parte da "equipa" quando, no dia da Mulher, todo o gajedo da empresa vai almoçar junto e só descobres porque te esqueceste da chave...
Vantagem de ser chefe (ou não)
Feliz dia da Mulher.

sábado, 5 de março de 2016

Macaquinha

Num pardieiro daqueles a cheirar a chulé e a cu por lavar há 15 dias, referem-se, entre outros, a mim (sim serviu-me a carapuça na prufeicao) como macaquinha amestrada que segue a treinadora cegamente em busca do amendoim (não está escrito desta forma que o dom da palavra não se lhes assiste, isto sou eu a inbentare)
Pois a vós que cagais postas de pescada em canastra alheia e nem uma triste sardinha sabeis amanhar, somente estas palavras vos consigo dirigir de tão embargada que se me está a goela: ide comer um cagalhao! (E não vale a pena vir dizer que cagalhao é com til que eu estou a escrever no telemóvel e ele não reconhece esta palavra de merda sim?)
Falar sem conhecimento de causa e julgar que sabemos muito, é feio, ridículo e torna-se motivo de chacota para os verdadeiros protagonistas. Nunca sabemos quem está do outro lado, nem lhe conhecemos a história por completo. Cada um mostra o que quer. Eu por exemplo mostro as mamas que são o maior atributo.
Posto isto, que vossos paizinhos se fartaram de vos tentar meter na cornadura à força toda sem sucesso algum, dado o vosso intestino estar desviado para o sítio onde supostamente deverieis ter o cérebro, só me apraz repetir-vos: ide comer um cagalhao (para alimentar a vossa inteligência, sim eu explico que sou amiga dojanimais).

a vida dos outros é sempre bela e amarela

5 de março de 2016
Reunião agendada há q'anos
Canalhada entregue depois de muito suar e engolir em seco
Pessoa com quem vais reunir avisa que está atrasada, what´s new?
Passas no escritório imprimes merdas para levar
No inicio da viagem quase lambes a traseira do tone da frente, vale-te a carroça travar bem
A meio da viagem chegas à puta da conclusão que o teu telefone está bom é para o atirares contra uma parede, o sinal de gps ficou no porto
És gaja prevenida e levas telefone da empresa de bateria carregada
Gps funciona - finalmente!
Tens que parar na ultima estação de serviço a tomar o 6º café da manhã à espera que te mandem a morada por sms.... os meus amigos são uns fofos, bem sei
Coimbra tens mais rotundas có caralho... entre na rotunda, saia na primeira saída, agora entre na próxima rotunda e saia na segunda saída.... tanta rotunda!
Chegas, ponto de encontro? museu erótico! Lindo de morrer.
Finalmente a reunião dá-se num sítio lindo, valha-me alguém conhecer algo para além da mouta; corre lindamente, produz-se, trabalha-se e idealiza-se sonhando coisas maravilhosas.
Almoças, recebes cabelos, visitas e amassos.
Geres as crias à distância, ou porque não há carro para as ir buscar, ou porque não há vontade de ficar com elas.... what´s new?
Pedes ao teu relógio que pare o tempo e que te dê meia hora de avanço não vá algo correr mal.
Arregaças caminho pela estrada fora de volta a casa e.... esbarras na polícia a montar um radar e a sorrir para ti.... se esta merda já estivesse montada, mamavas qu'éra um mimo ó jóia! (li estas doces palavras na fuça do policia que me viu a passar de gás). abrandas porque a guita faz-te falta. ligas o coiso que te impede o chispe de se esticar e esperas que os quilómetros passem.
As crias estavam entregues, a casa de pantanas mas vou alapar a peida nos sofá.
Amanhã há mais, há sempre mais; mais amanhãs e mais merdas a acontecer; por isso hoje vou alapar no sofá.


quinta-feira, 3 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

Toda eu uma só dúvida

13 horas de trabalho depois, somente com 2 pausas, uma para mijar, outra para enfardar uma sande... crias a xonar, banhos dados e tomado, cozinha arrumada e cabeça aos papos, há uma dúvida que me assola a alma....
Leio Primo Levi ou actualizo ficheiros do Trello?
.......

Tenderly




O meu novo mantra: Fuck you tenderly. adoro. é a minha fronha.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mantra:
               "...Para algumas escolas, especificamente as de fundamentação técnica, mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que detenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a erosão dos regionalismos por causa da evolução da língua. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los."
            


terça-feira, 1 de março de 2016

Só não consigo dar um titulo a isto...

A minha santa espatifa carros assim como quem.... mékihei-de dizer????
Assim como quem come bananas, como o macaco pula de galho em galho, salvo seja que a senhora é uma viúva decente!
Eu, que sou gaja de ter pena de seres inusitados e desgraçadinhos (adoro um bom drama), resolvi oferecer-lhe uma viatura para ela se fazer transportar para o infinito e mais além; e como não quero que lhe falte nada, comprei-lhe um topo de gama, que sou uma mãos largas e bué de coração grande, assim com cromados e bué da tunning que ela merece tuuuddoo.

Voa, ganha asas e voa.
Mas toma cuidado com os postes, tadinhos, não vão ser atropelados por este TIR com semi-reboque e atrelado duplo. 

to the infinity and beyond (no returning please)
Sou uma fofa, bem sei.